Ter regras de transparência, integridade e prestação de contas previstas no estatuto é uma etapa. Demonstrar que esses princípios fazem parte da rotina administrativa é outra. A diferença entre o que está formalizado e o que efetivamente é praticado está no centro da avaliação que definiu as 11 finalistas do Prêmio Sou do Esporte – Governança 2026.
O processo começou com uma análise estatutária realizada pela EY. Nessa fase, 19 organizações alcançaram nota superior a 5,5. A segunda etapa aprofundou a avaliação para verificar práticas relacionadas à integridade institucional, transparência, prestação de contas, equidade, modernização e inovação.
Após as duas fases, permanecem na disputa Associação Nacional de Desportos para Deficientes, Confederação Brasileira de Atletismo, Confederação Brasileira de Golfe, Confederação Brasileira de Rugby, Confederação Brasileira de Skateboarding, Confederação Brasileira de Taekwondo, Confederação Brasileira de Tênis de Mesa, Confederação Brasileira de Triathlon, Confederação Brasileira de Voleibol, Esporte Clube Pinheiros e Federação Paulista de Futebol.
“A cada edição, percebemos que a governança ocupa um espaço cada vez mais estratégico dentro das organizações esportivas. Chegar a 11 finalistas depois de um processo que começou com a análise dos estatutos e avançou para as práticas efetivamente implementadas mostra que governança precisa estar presente no dia a dia das entidades. Mais do que reconhecer os vencedores, queremos estimular uma cultura de gestão responsável, transparente e comprometida com o desenvolvimento do esporte brasileiro”, afirma Fabiana Bentes, presidente do Instituto Sou do Esporte.
O Prêmio Sou do Esporte – Governança foi criado em 2015 para acompanhar a evolução da gestão das organizações esportivas brasileiras. Em vez de limitar a análise à documentação institucional, o processo considera como as normas se refletem na administração das entidades.
A metodologia também permite observar a evolução das organizações ao longo das edições. Em 2025, por exemplo, a Federação Paulista de Futebol foi reconhecida em Estatuto do Futebol e Integridade Institucional; a Confederação Brasileira de Golfe venceu em Prestação de Contas; a Confederação Brasileira de Tênis de Mesa, em Modernização; e a Confederação Brasileira de Atletismo, em Transparência, Equidade e Comissão de Atletas (Projeto).
A Associação Nacional de Desportos para Deficientes venceu em Comissão de Atletas (Atuação). Em Prática Inovadora, a Confederação Brasileira de Voleibol ficou em primeiro lugar com a Plataforma Sou do Vôlei, seguida pela Confederação Brasileira de Rugby, com a Campanha de Clima Organizacional, e pela Confederação Brasileira de Surf, com o Programa Talento Feminino.
O trabalho desenvolvido pelo Instituto Sou do Esporte também integrou o National Sports Governance Observer (NSGO), projeto internacional coordenado pelo Play the Game/Danish Institute for Sports Studies. O Instituto participou como representante brasileiro e apresentou o trabalho realizado no país na conferência internacional Play the Game, em 2019.
Os vencedores de 2026 serão conhecidos em 30 de novembro, durante o 11º Prêmio Sou do Esporte Foco Radical, na Sala São Paulo, em São Paulo (SP). A edição reunirá mais de 30 categorias e terá Marcos Evangelista de Morais, o Cafu, como grande homenageado e Rafael Carlos da Silva, o Rafael Baby, como mestre de cerimônias.




